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05/12/2017

Beatles Num Céu de Diamantes

Peça Beatles Num Céu de Diamantes encerra  temporada em São Paulo em Dezembro


Esta é a 7ª temporada do espetáculo que estreou em janeiro de 2008, no Rio de Janeiro. O mais longevo musical produzido pela M&B foi inicialmente criado por encomenda do Sesc para ser um evento de três semanas.


Vista por mais de 350 mil pessoas em turnês nacionais e na Europa, a montagem passeia pela obra do quarteto de Liverpool com sucessos como “Yesterday”, “Let it Be” e “Strawberry Fields Forever”.


O título “Beatles Num Céu de Diamantes” faz referência à famosa canção “Lucy in the Sky with Diamonds”, gravada pelos Beatles na década de 1960. “Diz a lenda que as iniciais dessa música remetem ao LSD. Queríamos um titulo psicodélico para o espetáculo”, explica o diretor Charles Möeller.


Ao longo de todas as apresentações do espetáculo, atuaram oito elencos distintos, além de várias mudanças de figurino, cenário e até nos arranjos das composições. “Beatles é um ‘work in progress’ eterno. É um lugar que a gente sempre volta. É sempre incrível voltar para casa”, afirma Charles Möeller.


Os diretores apostaram em uma ousada releitura das músicas do aclamado grupo britânico. A guitarra foi tirada da instrumentação e no seu lugar se destacaram as palavras. Nesta reinterpretação de Beatles há salsa, tango, bolero, bossa nova e música folclórica.


Canções da MPB também são citadas no musical, como “Cais”, de Milton Nascimento e Ronaldo Bastos, que aparece no meio de “While My Guitar Gently Weeps”, e “Assum Preto”, de Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira, que embala a belíssima “Blackbird”.


Os arranjos da montagem, que foge da mera imitação dos Beatles, renderam o Prêmio Shell de Música ao espetáculo. “Queríamos teatro musical, e não um cover que existe a cada esquina. O Jules Vandystadt, do elenco original e arranjador vocal, genialmente entendeu o espírito e desconstruiu tudo”, explica Charles Möeller.


Considerado o marco da contracultura, o disco “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band” mudou –ou inventou– o conceito pop, desde a concepção da capa ao conteúdo e sua repercussão cultural. “Os Beatles tinham essa capacidade de reinvenção e negação. E nosso espetáculo também tem essa capacidade”, afirma Charles Möeller.

 

Oficina-montagem e talentos descobertos

Sob a supervisão de Claudio Botelho, 22 alunos aprovados em um processo seletivo com mais de 300 inscritos tiveram aulas de interpretação, preparação musical e expressão corporal, ao longo de quatro meses. Entre os alunos, nove foram escolhidos para dividir o palco com Carol Bezerra e Felipe Tavolaro (oriundos da recente montagem “Todos os Musicais de Chico Buarque em 90 Minutos”, da dupla Möeller e Botelho) e cumprir a temporada no Teatro Folha de “Beatles Num Céu de Diamantes”.


Uma das marcas do processo criativo da M&B, conhecida como “a dupla de ouro dos musicais”, é a descoberta e lançamento de jovens talentos no mercado, como os hoje consagrados Malu Rodrigues (atualmente em cartaz com “Nine – Um Musical Felliniano”), André Torquato, Estrela Blanco, André Loddi, Carol Puntel, Cássia Raquel, Renata Ricci, Felipe de Carolis, Leticia Colin, Pedro Sol Blanco, Jules Vandystadt, entre outros.

peça beatles num céu de diamantes

Direção: Charles Möeller e Claudio Botelho

Supervisão artística: Claudio Botelho

Espetáculo de: Charles Möeller e Claudio Botelho

Teatro Folha - Avenida Higienópolis, 618 - Shopping Pátio Higienópolis

Cris Siqueira
cineculturatv@terra.com.br

Cris Siqueira, jornalista, assessor de imprensa, apresentador de TV e empresário do entretenimento e cultura há mais de 18 anos, dirige o Cine Cultura- TV e Teatro, pela SKY, OI TV, GVT, ITV,  Rede NGT de Televisão  e Tv Mantiqueira.


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