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24/03/2018

Peça, Se Existe Eu Ainda Não Encontre

Conflitos familiares guiam 'Se Existe Eu Ainda Não Encontrei', do autor inglês Nick Payne.




Bate papo entre amigos, esta foi a entrevista que o elenco e diretor da peça “Se Existe Eu Ainda Não Encontrei” concedeu ao Programa Cine Cultura. Sucesso de crítica e público, a montagem do diretor Daniel Alvim, texto do dramaturgo britânico Nick Payne,  ganha uma nova temporada no Teatro Eva Herz, na Livraria Cultura do Conjunto Nacional, 

No espetáculo, personagens viscerais mostram como as pessoas, mesmo que estejam preocupadas em salvar a humanidade, encontram subterfúgios para fugir dos problemas íntimos na própria casa. Nesse contexto, os filhos são muitas vezes negligenciados por seus pais.

É o que acontece com a adolescente Anna (papel de Lyv Zieze), que está acima do peso e, por isso, tem sofrido com o bullying de seus colegas de classe. Ignorada pelos pais, ela caminha, de decepção em decepção, para a beira do abismo.

Enquanto a filha enfrenta os desafios dessa turbulenta fase da vida, o ambientalista George (papel de Leopoldo Pacheco) está obssessivamente envolvido com seu livro sobre as emissões de carbono na atmosfera. Já sua mulher Fiona (interpretado por Helena Ranaldi) usa seu novo musical, que está prestes a estrear na escola, como pretexto para fugir das questões conjugais e da doença degenerativa de sua mãe.

A velocidade dos acontecimentos na vida contemporânea é responsável por essa incomunicabilidade entre pessoas próximas, acredita o diretor Daniel Alvim. “O mundo parece girar mais rápido. Parece que temos menos tempo para tudo, mesmo sem sabermos por que precisamos correr tanto?! Temos a impressão de um atropelamento constante. As pessoas tentam se salvar e, talvez, seja por isso que não enxergam o outro. É uma luta individual e solitária”, esclarece.

As barreiras existentes nessa família são ressaltadas com a chegada de Terry (interpretado por Luciano Gatti), o irmão mais jovem e disfuncional de George, um beberrão boca suja apaixonado por uma mulher comprometida. Esse personagem desestruturado é responsável por revelar as relações dilaceradas na família. “Acho que Terry, por ser fruto dessa geração que navega na instabilidade do tempo atual, tem mais compreensão e entendimento sobre o agora. Talvez seja por isso que enxergue além”, comenta Alvim.

O cotidiano aparentemente simples desse pequeno núcleo evoca, no entanto, uma série de temas contemporâneos relevantes, como sustentabilidade, bullying, incomunicabilidade e aquecimento global, que são discutidos com um tom dramático, mas temperado com o conhecido humor britânico.

NICK PAYNE

Considerado um dos jovens autores mais promissores do teatro britânico, Nick Payne, com apenas 33 anos, já ganhou o George Devine Award, um dos mais importantes prêmios de artes cênicas da Inglaterra. Seu talento foi reconhecido pelos jornais The Guardian e The New York Times. Formado pela Universidade de Iorque, Payne é autor de peças como “Constellations” (2012), “The Same DeepWater As Me” (2013), “Incognito” (2014), “The Art of Dying” (2014) e “Elegy” (2016).

Confira está entrevista e outras, no programa de TV Cine Cultura, através do site www.cineculturatv.com, pelo facebook no www.facebook.com/cinecultura ou nas seguintes emissoras; Sky, Vivo Tv, GVT, NET, OI TV,  ITV Brasil, BrUSA, para conferir os horários acesse o site! 


Serviço: 

Teatro Eva Herz – Conjunto Nacional 

Av. Paulista, 2073 – São Paulo 

Quintas e Sextas, às 21h até maio.

Cris Siqueira
cineculturatv@terra.com.br

Cris Siqueira, jornalista, assessor de imprensa, apresentador de TV e empresário do entretenimento e cultura há mais de 18 anos, dirige o Cine Cultura- TV e Teatro, pela SKY, OI TV, GVT, ITV,  Rede NGT de Televisão  e Tv Mantiqueira.


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