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Na última segunda-feira a Organização das Nações Unidas (ONU) anunciou o nascimento do habitante do planeta terra de número 7 bilhões. Trata-se da pequena filipina de nome Danica, nascida em Manila.
No momento em que o planeta celebra o nascimento de Danica, outra discussão tenta apontar soluções para os problemas de poluição do planeta e encontrar tecnologias que possam tornar a vida de Danica e de outros habitantes do planeta mais saudável.
Parte da poluição que torna a vida das pessoas cada vez mais difícil sai exatamente dos escapamentos dos milhares de carros, ônibus, caminhões e demais veículos que circulam diariamente pelas ruas das cidades. Além da fumaça, estes veículos jogam na superfície partículas de borracha, óleo e uma imensa quantidade de “sucata” quando são descartados. E como cada dia se vê mais carros circulando pelas ruas e a vida útil deles se tornando cada vez menores, percebemos que se trata de um problema cada vez mais difícil de ser solucionado.
Recentemente viajei a convite de uma montadora para acompanhar o lançamento de um veículo híbrido, que vem sendo apontado como uma alternativa para redução de poluentes. Hibrido é um automóvel que possui um motor de combustão interna, normalmente a gasolina e um motor elétrico que permite reduzir o esforço do motor de combustão e assim reduzir os consumos e emissões. Diferente do carro elétrico que funciona apenas com energia elétrica e torna-se “recarregável” em uma tomada.
Trabalhando nesta matéria conheci o professor do curso de engenharia mecânica da FEI, Ricardo Bock, que me deu uma verdadeira lição sobre o assunto. Crítico apontou que não basta o mundo discutir apenas a questão de produção de veículos como alternativa, mas sim as montadoras terem preocupação ambiental suficiente para estudar de fato uma maneira de apresentar para a população um veículo que te fato venha a poluir menos.
Ricardo lembra que os carros elétricos possuem grande quantidade de bateria de lítio, um material não renovável e escasso no mundo e que seu descarte, no final da vida útil, é catastrófico. Além do fato do carro precisar de muita energia. “Imagina todo mundo chegando em casa às 18h e colocando o carro na tomada. Teríamos um apagão. Vamos ter que desmatar mais florestas para fazer mais usinas hidrelétricas, queimar mais petróleo, gás natural, ou carvão e demais combustíveis nas termoelétricas, ou pior ainda, implantar mais usinas nucleares. Assim, vamos poluir muito mais na produção de energia elétrica para dizer que estamos poluindo menos na utilização dos veículos. É um ciclo que precisa ser amplamente discutido”, explica o professor.
Ricardo nos faz refletir sobre um ponto de vista que muitas vezes deixamos de lado. Vivemos em um planeta onde pouco ou nada fazemos para transformá-lo em um ambiente melhor para nossos filhos. O simples fato de regularmos nossos veículos para que poluam menos, ou evitamos utilizá-lo de maneira desnecessária já é uma grande contribuição. Não podemos esperar mais a discussão interminável sobre a melhor fonte de energia para só depois descruzarmos os braços. Se continuarmos pensando assim, Danica e muitos outros bebês que estão chegando ao mundo terão um lugar cada vez mais sufocante para se viver.

Danilo Manha é jornalista, radialista, pós-graduado em comunicação empresarial e gestão pública, mestrando em comunicação e repórter da TV Record.





