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13/12/2011

Por que as pessoas entram na sua vida?

Quem nunca enfrentou uma pessoa difícil? Aquelas pessoas que às vezes tentam nos prejudicar ou simplesmente atrapalhar! Mas qual seria o motivo de pessoas assim entrarem em nossas vidas? Esta semana li um texto que dizia mais ou menos que as pessoas entram em nossas vidas por uma "Razão", uma "Estação" ou uma "Vida Inteira". Quando você percebe qual deles é, você vai saber o que fazer por cada pessoa.

 

Quando alguém está em sua vida por uma "Razão"... é, geralmente, para suprir uma necessidade que você demonstrou. Elas vêm para auxiliá-lo numa dificuldade, te fornecer orientação e apoio, ajudá-lo física, emocional ou espiritualmente. Elas poderão parecer como uma dádiva de Deus, e são! Elas estão lá pela razão que você precisa que eles estejam lá. Então, sem nenhuma atitude errada de sua parte, ou em uma hora inconveniente, esta pessoa vai dizer ou fazer alguma coisa para levar essa relação a um fim. Ás vezes, essas pessoas morrem.

 

Ás vezes, eles simplesmente se vão. Ás vezes, eles agem e te forçam a tomar uma posição. O que devemos entender é que nossas necessidades foram atendidas, nossos desejos preenchidos e o trabalho delas, feito. As suas orações foram atendidas. E agora é tempo de ir.

 

Quando pessoas entram em nossas vidas por uma "Estação", é porque chegou sua vez de dividir, crescer e aprender. Elas trazem para você a experiência da paz, ou fazem você rir. Elas poderão ensiná-lo algo que você nunca fez. Acredite! É real! Mas somente por uma "Estação".

 

Relacionamentos de uma "Vida Inteira" te ensinam lições para a vida inteira: coisas que você deve construir para ter uma formação emocional sólida. Sua tarefa é aceitar a lição, e colocar o que você aprendeu em uso em todos os outros relacionamentos e áreas de sua vida. É dito que o amor é cego, mas a amizade é clarividente. 

 

É curioso que mesmo com pessoas extremamente difíceis conseguimos aprender coisas boas. Quando olhamos pelo lado positivo, mesmo quando às vezes parece não existir um lado positivo, conseguimos ver que aprendemos muito.

 

Tive a oportunidade de conviver por alguns anos com um chefe extremamente maléfico. Aquele tipo de pessoa que deveria ser proibido pela Organização Mundial de Saúde de freqüentar o ambiente corporativo. Mas infelizmente alguns tipos sobrevivem e alcançam posições de chefia. Era uma pessoa muito do mal, particularmente nunca me fez nada, mas eu me incomodava ao ver à maneira com que ele tratava os colegas. No último dia que trabalhei com ele, quando a “etapa” estava acabando, pude perceber os motivos que levaram aquela pessoa ser daquele jeito.

 

Era um homem rude, que falhou em todas as etapas da vida como ser humano. Estava em seu quinto casamento, sem laços familiares e extremamente sozinho. Todas as relações que possuía eram apenas comerciais. Em nosso último encontro, minha raiva se transformou em pena e eu pude compreender que se tratava de uma pessoa doente. Assim, o ciclo se encerrou, o presente virou passado e a vida seguiu com novos aprendizados. Com ele aprendi a importante lição de como não devemos tratar as pessoas!          

Danilo Manha

Danilo Manha é jornalista, radialista, pós-graduado em comunicação empresarial e gestão pública, mestrando em comunicação e repórter da TV Record.


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