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11/01/2012

Ano de Eleição

O ano de 2012 começa e os olhos se voltam para o período eleitoral, já que teremos novas eleições no Brasil. Desta vez para escolha dos prefeitos e vereadores. Sendo as eleições mais interessantes porque movimentam os interesses locais e as disputas são bem acirradas.

 

As eleições a cada dois anos são criticadas. É muita eleição e muita disputa em curto espaço de tempo. O país para. E alguns dizem que nos anos eleitorais os governos não trabalham ou quando trabalham atrapalham. Porque é tudo muito tumulto.  Obras feitas às pressas. E concessões demais que colocam em riscos orçamentos e recursos financeiros.

 

Por outro lado o povo tem a oportunidade de votar em separado. Dividindo bem as coisas: as eleições municipais que são vibrantes, das eleições nacionais (Presidentes, Senadores e Deputados Federais), as estaduais (governadores e deputados estaduais). Já pensou a confusão que seria votar em todas elas no mesmo dia?

 

O povo reclama. Há excesso de democracia e liberdade? Mas, será que se pode medir o limite da liberdade? A liberdade é tão importante como viver! Como comer! Como respirar! E o que é diferente nela, é porque a lei (a constituição) é o seu limite. Ninguém, na teoria,  pode ultrapassar a barreira da lei. A liberdade deveria ir até ali.

 

Bom ou ruim – repetir eleições a cada dois anos, deveria amadurecer o político e o eleitor. Os prefeitos, no geral, deveriam melhorar o nível. Ainda mais com a lei de responsabilidade fiscal, onde governar tornou-se um exercício permanente de responsabilidade. Aos vereadores caberia incorporar o ato de fiscalizar.

 

Gostando ou não esta é a nossa realidade nua e crua. E o mais importante de tudo tem sido o avanço de fiscalização das eleições pela justiça eleitoral. Não só pelas urnas eletrônicas, nem pela rapidez dos resultados no mesmo dia.  Mas, também, pela rapidez nos julgamentos. E a imensa capacidade de fiscalizar e denunciar dos partidos políticos. É uma loucura. Praticamente não tem jeito de entrar numa disputa municipal sem ganhar alguns processos por crimes eleitorais. Cometidos pelo próprio candidato ou por seus seguidores. Aí, cada vez mais, o candidato necessita da presença indispensável de um bom advogado.

 

É na eleição que se exercita em primeiro lugar os princípios da ética. Mais ou menos como a ética da guerra. Do respeito pelo espaço seu e do adversário. A ética do bem e da malandragem. Que depois será seguida nos cargos exercidos. Porque política não conserta malandro. Ele piora!

 

Então, vamos nos acalmar e ocupar os espaços que nos são oferecidos para o exercício democrático da escolha: Saber votar. Saber escolher o melhor. O que não é tarefa fácil!

 

Danilo Manha

Danilo Manha é jornalista, radialista, pós-graduado em comunicação empresarial e gestão pública, mestrando em comunicação e repórter da TV Record.


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