
Global Green Business
Superando os obstáculos
Sustentabilidade
A cidade dos meus sonhos
Ninguém é substituível
Os extremos da vida!
O direito de sonhar!
Somos cidadãos?
O grande covarde
Baixaria
Marina Silva e o Código Florestal
Voluntários do Sertão
Uma grande ação
Como nascem os corruptos?
Problemas do trânsito estão se agravando
Muita luz na escuridão
A lição do peixe boi
Cidadão Atibaiense
Precisamos de muitas Marias
7 bilhões de habitantes
Que país é este senhor?
O Rei Pelé
Bicicletas feitas com PET
Como Vai seu Mundo?
Por que as pessoas entram na sua vida?
O desafio de incluir, sobre sorrisos e direitos
Ano de Eleição
O drama da Cracolândia
Fazendo a diferença!
Sempre é tempo para recomeçar!
Qual a função do CND?
Carnaval do bem!
Ano da Sustentabilidade
O fim dos lixões
Caronetas
Linda e Gabriel
Na coluna do último dia 17, compartilhei aqui um pouco da experiência vivida em duas semanas dentro da Cracolândia. Ali, centenas de pessoas perambulam pelas ruas em busca do crack, integrando um verdadeiro projeto de morte. Durante nossa reportagem mostramos o trabalho dos voluntários das Cristolândia, os anjos de amarelo, que dedicam suas vidas a recolher das ruas o que a sociedade prefere renegar. E foi ali que encontrei um jovem em busca de ajuda.
Adão de Deus é este o nome deste jovem de 29 anos, que passou 12 dentro da Cracolândia, na dependência química. Como todos ali Adão tem uma história que o levou para as ruas. Depois de perder a família em um acidente automobilístico na cidade de Tietê, no interior de São Paulo, ele me relatou que foi buscar nas drogas o remédio para dor e quando se deu conta, já estava dependente e praticando crimes para manter o vício.
Depois de encontrar com Adão, e saber sua história, fizemos um importante desafio para que ele aceitasse o tratamento e reiniciasse um novo projeto de vida. O desespero fez com que este jovem que já fez de tudo na vida, agarrasse apela oportunidade com unhas e dentes. Foi então que entrou um grande parceiro. Rogério Machado da Clínica Atibaia que ofereceu o tratamento.
O primeiro passo já estava dado, o Instituto Ressoar, conseguiu com o apoio da Clínica Atibaia, um tratamento de recuperação de dependentes químicos. A ambulância pronta e lá foi Adão, deixando para trás uma vida de sofrimento e auto destruição.
Seguimos com a ambulância para Atibaia. Ao deixar a Cracolândia um novo sopro de vida ia surgindo e a cada quilometro percorrido, ficava a certeza de que a disposição de Adão será o principal fator para sua recuperação.
Depois de conhecer o lugar onde vai ficar para se tratar nos próximos meses, Adão passou por uma minuciosa avaliação psiquiátrica para ver seu grau de intoxicação e então definir o melhor método de tratamento. Agora é uma questão de tempo, disposição, dedicação e muita boa vontade. Todos estão fazendo sua parte e para que tudo dê certo, é preciso que Adão faça a dele. O mais importante já foi feito que a iniciativa de procurar ajuda! Nóias, bandidos, trombadinhas, casos perdidos... são estes os nomes que os moradores da Cracolândia costumam receber. Mas que nome você daria, se um desses jovens fosse seu filho?
Durante as duas semanas que acompanhamos diariamente a vida na Cracolândia, pudemos perceber que esta talvez seja a melhor reflexão a ser feita. O crack é um nivelador social e leva para ruas pessoas de todas as classes sociais. Assim como outras doenças, não escolhe suas vítimas e o ato de acender a primeira pedra, pode ser a assinatura da própria sentença de morte. Mas neste período, além de acompanhar de perto a dor alheia, pudemos encontrar dentro da Cracolândia o sorriso esquecido, histórias de vida surpreendentes e finalizamos esta matéria com a certeza de que existe jeito sim para a Cracolândia. Basta acreditar! Principalmente no ser humano! Muita gente tem feito sua parte, faça você também a sua!

Danilo Manha é jornalista, radialista, pós-graduado em comunicação empresarial e gestão pública, mestrando em comunicação e repórter da TV Record.





