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Linda e GabrielEsta semana o clima de instabilidade se instalou em Atibaia. Uns fazendo de conta que tudo esta bem, com aquela cara de “fazer de conta que se está feliz” e outros com a certeza de que pelo menos em parte a justiça começa a ser feita.
Não nos cabe aqui fazer juízo de valores. Para isso já existem os órgãos competentes que se encarregam de investigar, apurar e punir responsável por fraudes que deixam a população em estado de miséria. Mas a denúncia que resultou em prisão do marqueteiro político Sandro Saad criou um clima evidente de instabilidade no meio político.
A primeira hipótese que surge é se em algum momento Sandro manteve relações nebulosas com a administração municipal e possam vir à tona nas investigações. Este seria um ponto que tem criado divergências e muitas confusões.
Logo na seqüência deste escândalo, estranhamente veio à tona panfletos difamatórios contra a figura do prefeito Dr. Denig. Mais estranho que na semana em que uma pessoa de tamanha importância é presa, tenham divulgado um ataque pessoal contra o prefeito, sem ao menos mencionar a questão de Saad.
O mais estranho de tudo isso é que além de um jogo sujo e desleal, a prática criminosa tornou-se comum na história de Atibaia. Em 2000 milhares de panfletos caluniando o então candidato Beto Tricoli foram espalhados por Atibaia. Em 2004 as trocas de “elogios” foram mútuas, em 2006 Tiãozinho da Farmácia foi atacado e em 2010 novos panfletos voltaram a circular. É o mais baixo grau de política em que se chegou.
A polícia identificou um Celta vermelho e um Fox prata fazendo a distribuição de panfletos. Mas as câmeras de segurança não estavam sendo operadas e no sistema automático, não permitindo que as placas dos carros fossem identificadas. Agora estão em busca das câmeras do comércio.
Em nosso portal, o JC chamou os ataques de “fogo amigo”, justamente por soar de uma maneira muito próxima, A impressão que fica é que primeiro se tentou desviar o foco da questão de Saad que poderia respingar politicamente em gente importante e segundo, por ter gente dentro do próprio grupo político interessada na condição de disputar as eleições no lugar de Denig. Ás vezes é difícil, mas necessário olhar para dentro de casa.
Em muitas ocasiões o problema está em nossos filhos e não nos filhos dos outros. Esta leitura é muito difícil e dolorosa. Mas vale o registro!

Danilo Manha é jornalista, radialista, pós-graduado em comunicação empresarial e gestão pública, mestrando em comunicação e repórter da TV Record.





