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Esta semana a convite da montadora Toyota, estou tendo a oportunidade de conhecer A r o projeto Toyota APA Costa dos Corais em Maragogi no litoral de Alagoas, que tem como prioridades a conservação dos recifes de corais, proteção das áreas de manguezais, preservação da população de peixe-boi marinho – mamífero aquático mais ameaçado do Brasil –, e o desenvolvimento de negócios ligados à pesca e ao turismo responsáveis dentro da Área de Proteção Ambiental Costa dos Corais.
A APA Costa dos Corais é um lugar magnífico e abrange sete municípios em Alagoas e três em Pernambuco e é uma das regiões mais belas do Brasil, com mais de 413 mil hectares de área protegida, que abriga a segunda mais importante barreira de corais do mundo. O local é considerado um imenso berçário da vida marinha, com mais de 185 espécies de peixes registradas e a presença de animais ameaçados de extinção como o mero, as tartarugas marinhas e os peixes-boi.
“Com o projeto Toyota APA Costa dos Corais, a Fundação Toyota do Brasil dá um importante passo para a conservação da maior unidade marinha de preservação ambiental no Brasil, garantindo que esta riqueza natural esteja aqui por muitas gerações”, afirmou Shunichi Nakanishi, presidente da Toyota Mercosul e do Conselho Curador da Fundação Toyota do Brasil durante entrevista concedida na manhã de quarta-feira.
O patrocínio da Fundação Toyota do Brasil propicia ao ICMBio (Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade) – órgão vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e responsável por implantar, gerir e monitorar as Unidades de Conservação Federais – garantir a conservação da área, com sua fauna e flora associadas. E, para completar as ações com foco na preservação, o projeto também irá tratar de questões socioeconômicas, como ordenar o turismo ecológico, histórico, de aventura, científico e cultural, assim como as demais atividades econômicas compatíveis com a conservação ambiental, além de incentivar as manifestações culturais e contribuir para o resgate da cultura regional.
Por falar em cultura regional, foi no povoado de Tatuamunha, pertencente ao município de Porto de Pedras, que conheci um núcleo de proteção e reintrodução do peixe-boi ao seu ambiente natural.
No rio Tatuamunha estão soltos, marcados por rádios transmissores, cinco peixes-boi: Aiara, Arani, Poti, Luna e o mais velho deles, com 12 anos, o Aldo.
A Associação dos Ribeirinhos Amigos do Meio Ambiente, desenvolve um projeto de preservação, conscientização e geração de emprego para a comunidade local, que tem apenas um ano de existência, mas já conseguiu muitos progressos. Um dos seus pontos fortes é a visita ao santuário do peixe-boi. O pessoal leva o visitante por uma trilha ecológica no meio do mangue, passando por lindas paisagens e pontes rústicas de madeira, até o porto improvisado, onde seguem de barco (sem motor) pelo rio Tatuamunha, até localizar os peixes-boi. Com sorte, algum deles pode chegar bem próximo do barco, permitindo fotos e admiração.
O passeio total, incluindo a trilha, dura aproximadamente duas horas. Na volta o seu Gilvan 'Caravéia' - coordenador do projeto e filho da terra, apresenta a Associação e o artesanato feito com garrafas pets que foram retiradas do mangue. O que antes poluía hoje se tornou fonte de renda para as famílias
Seu Gilvan foi monitor do projeto peixe-boi e ao desligar-se dele, investiu nessa nova proposta. Preocupado com a preservação do local, ele busca várias alternativas para a manutenção do deselvolvimento sustentável. Além de outras coisas, desenvolveu uma técnica simples, barata e muito eficiente para construir os rádios transmissores que são colocados nos bichos devolvidos à natureza.
O peixe-boi é um mamífero herbívoro aquático que alcança 4,5 m de comprimento e chega a 500 Kg, passa a maior parte do seu tempo no mar e vem aos rios, estuários para tomar água doce e procriar. Seu alimento preferido é o capim agulha, encontrado em abundância nos mangues. Infelizmente, por causa da caça indiscriminada, o peixe-boi marinho está entre os animais mais ameaçados de extinção no Brasil.
O mais interessante e que vale a pena estar vivo pare compartilhar este tido de experiência ao caminhar pelo mangue, andar de barco pelas águas calmas do rio e admirar esse incrível animal, nos deparamos com uma realidade muito interessante. Enquanto “ambientalóides” estão em salas com ar condicionado e debatendo suas teses em frente a computadores, estes verdadeiros ambientalistas estão aqui, contribuindo de fato com o projeto que envolve e sustenta cerca de 48 famílias ribeirinhas, desenvolvendo e preservando esse magnífico ecossistema.

Danilo Manha é jornalista, radialista, pós-graduado em comunicação empresarial e gestão pública, mestrando em comunicação e repórter da TV Record.





