
Alinhavos eleitorais para 2012
Corrupção e impunidade de Cabral a Palocci.
Dois pesos, duas medidas
Os 346 anos de Atibaia
O Brasil sob tutela dos cartolas do futebol
O Itamar Franco
Os milagres de Nossa Senhora da Consolação
A crise dói no lombo do povo
A visita do senhor resistência
Tome uma atitude
O Perfil dos eleitores
O triste fim da velha política
Atibaia, cem anos de enchentes
A Derrama chamada CPMF
A urbanização da praça da matriz
Crise ou fim do capitalismo?
Lições da juventude
Reflexões políticas para 2012
Protestos contra a corrupção
Jogue o lixo no lixo
Políticas e políticos atibaienses
A invasão da USP
Retrocessos autoritários à vista
O sangue do século 20
As chuvas vêm aí
O pioneirismo na educação atibaiense
Sobre a delicadeza humana
A Dilma em Cuba
Os meninos da feira
Um bode na sala
O voto consciente O nosso país não anda pelas próprias pernas desde o descobrimento das terras achadas por Cabral. Nasceu deficiente, mas não precisa manter-se rastejante pelos séculos afora.
Para começar pelos primórdios, mais exatamente no período “colonial”, a Coroa Portuguesa apenas se preocupou em saquear as riquezas tupiniquins, para doá-las, em boa parte, para a Inglaterra.
Em 1808, Dom João VI fugiu pra cá trazendo na bagagem a camarilha cortesã, instalando-se todos no Rio de Janeiro, com a gula apontada para a manipulação dos bens públicos e privados, tudo por conta do erário. De quebra, refestelaram-se na propina oferecida pelos traficantes de escravos. (Aliás, a turminha do barulho até hoje domina a política).
Durante o império, os governos juraram em vão o santo nome da independência e tudo continuou como dantes no quartel bragantino. A roubalheira continuou tal e qual, facilitando a dominação estrangeira. A dependência à Inglaterra continuou intacta.
A República do Marechal Deodoro acolheu de braços abertos os políticos lesa- pátria. Os coronéis entraram de corpo e alma na malandragem. E os capitais ingleses continuaram a deitar e rolar.
Em 1930 os Estados Unidos da América vencem a Inglaterra na briga pela hegemonia dos negócios com o Brasil. O revolucionário-presidente Getúlio Vargas, ditador nas horas vagas, submeteu-se incondicionalmente ao novo patrão, a quem tanto ajudou a enriquecer.
A história caminha nessa toada, até que, na contemporaneidade, surge um o gigante asiático , que afoga a produção industrial brasileira, já avariada pelos impostos absurdos e o real valorizado. As transações com a China, a preços módicos, superam as mantidas com os americanos e com o Velho Mundo. Tudo em silêncio, sem golpe ou sangue derramado.
Esses purgantes são conhecidos dos pacientes seguidores desta coluna. Tenho-os dito e repetido, à exaustão.
Eis que, sem prévio aviso, surge um fato novo na esculhambação geral. Animada com a autonomia zero brasileira, surge no horizonte das especulações esportivo-financeiras, uma poderosa entidade internacional. As garras afiadas escolheram o Brasil para sediar a Copa do Mundo de 2014, meio a uma onda de denúncias de corrupção, que enlameou o cenário político, de Brasília ao Chuí. De outra parte, chovem denúncias gravíssimas contra o presidente da Fifa. Imagino cá com os meus botões, que pretendam multiplicar o “mensalão por bilhões”, pela via rápida do dinheiro público. O “Itaquerão” é um exemplo singelo. Lá se foram quatrocentos milhões de reais dos cofres da Prefeitura de São Paulo.
Não bastasse, o futebol europeu trata o Brasil como se colônia ainda fosse. Importam a nossa matéria prima que são os craques, para exibi-los nas arenas do “mundo civilizado”. Claro, proporcionando ao clube contratante um faturamento milionário. Depois de algum anos, os Ronaldos, já obsoletos, são exportados para a província de origem. A mídia se encarrega do “sucesso” da transação. Os torcedores aplaudem.
Enquanto os lobos de todos os gêneros atacam impunemente o dinheiro do povo, o cordão dos indignados cada vez aumenta mais. Logo ocupará as ruas. Depois, não digam que não avisei.

Gilberto Sant´Anna é advogado e ex-prefeito de Atibaia.
Contato: gilbertosant@terra.com.br





