
Alinhavos eleitorais para 2012
Corrupção e impunidade de Cabral a Palocci.
Dois pesos, duas medidas
Os 346 anos de Atibaia
O Brasil sob tutela dos cartolas do futebol
O Itamar Franco
Os milagres de Nossa Senhora da Consolação
A crise dói no lombo do povo
A visita do senhor resistência
Tome uma atitude
O Perfil dos eleitores
O triste fim da velha política
Atibaia, cem anos de enchentes
A Derrama chamada CPMF
A urbanização da praça da matriz
Crise ou fim do capitalismo?
Lições da juventude
Reflexões políticas para 2012
Protestos contra a corrupção
Jogue o lixo no lixo
Políticas e políticos atibaienses
A invasão da USP
Retrocessos autoritários à vista
O sangue do século 20
As chuvas vêm aí
O pioneirismo na educação atibaiense
Sobre a delicadeza humana
A Dilma em Cuba
Os meninos da feira
Um bode na sala
O voto consciente As referências sobre os políticos quase sempre são constrangedoras. A mídia não se cansa de denunciar desmandos e escândalos, patrocinados pelo Poder de todos os níveis e escalões. Dinheiro, aos bilhões, saltam de bolso em bolso, embalado sob a égide impávida da impunidade.
Ninguém se salva? Não se sabe se a lanterna de Diógenes afinal aluminou um homem reconhecidamente honesto. O fato em si não revela o fundo do poço. A desgraça encontra-se mais embaixo. Quem rouba o erário não liga para os anseios do povo. Inventam necessidades, sob aplausos dos incautos e, principalmente da corrupção empresarial ativa.
Mas, ninguém duvide, toda regra suja tem uma exceção Itamar Franco Ao contrário dos ordinários de plantão, o ex-presidente da República, ora falecido, sempre exercitou uma prática governamental correta e competente. Governou o país de 02/10/92 a 01/01/95.
Não foi fácil, nem florido. O Itamar Franco sucedeu ao presidente Fernando Collor de Melo, que renunciou o mandato para livrar-se do impeachment (cassação). O ânimo da malandragem, nascida nos ventos uivantes da Casa da Dinda, fez acumular fortuna. As conseqüências não tardaram. Muitas mortes mal esclarecidas aconteceram, atingindo familiares do hoje senador Collor e do famoso cabo-de-esquadra fujão, o PC Faria.
A turminha do barulho perdera o maior aliado, mandatário do posto mais importante da República. O povo sentiu-se traído. A inflação corroia os salários. O delinquente bloqueio das contas bancárias dos cidadãos deu com os burros da economia n`água.
O mineiro Itamar Franco foi empossado. Logo, deu em chega pra lá no capital improdutivo (banqueiros). Por vontade política, inteligência e honestidade de propósitos, arregaçou as mangas contra a inflação e a alta taxa de juros, então pressupostos do capitalismo selvagem.
O troco não tardou Os inimigos, todos anunciantes das rádios, revistas e televisão, montaram um espetacular esquema difamatório do presidente Itamar. O achincalhamento não lhe poupou o corte de cabelo, incapaz de dominar o topete. Inventaram a amante Lílian Ramos, fotografada nos palanques de baixo para cima, ostentando nudez íntima. Reportagens televisivas entrevistavam a vedete, enquanto na expectativa de uma suposta ligação telefônica presidencial.
Em 1992, os mentores da ditadura lamentavam o fim dos governos de exceção. Aproveitaram o ensejo para chacoalhar a árvore da democracia atrás de frutos corruptos e autoritários. É que as ditaduras são sustentadas pela bandalheira.
Infelizmente, o Brasil atual, repito incansavelmente, combate a inflação com salários baixos, juros altos, impostos abusivos, importação de dólares especulativos, aumento do superávit primário e tantos outros desatinos. A propaganda midiática agora apóia o governo, regado a escândalos diários de malversação do dinheiro público. O Congresso Nacional aprova as licenças para roubar. Por tudo isso sinto saudades do presidente Itamar.

Gilberto Sant´Anna é advogado e ex-prefeito de Atibaia.
Contato: gilbertosant@terra.com.br





