
Alinhavos eleitorais para 2012
Corrupção e impunidade de Cabral a Palocci.
Dois pesos, duas medidas
Os 346 anos de Atibaia
O Brasil sob tutela dos cartolas do futebol
O Itamar Franco
Os milagres de Nossa Senhora da Consolação
A crise dói no lombo do povo
A visita do senhor resistência
Tome uma atitude
O Perfil dos eleitores
O triste fim da velha política
Atibaia, cem anos de enchentes
A Derrama chamada CPMF
A urbanização da praça da matriz
Crise ou fim do capitalismo?
Lições da juventude
Reflexões políticas para 2012
Protestos contra a corrupção
Jogue o lixo no lixo
Políticas e políticos atibaienses
A invasão da USP
Retrocessos autoritários à vista
O sangue do século 20
As chuvas vêm aí
O pioneirismo na educação atibaiense
Sobre a delicadeza humana
A Dilma em Cuba
Os meninos da feira
Um bode na sala
O voto consciente A guasca é grossa. Os principais governantes do planeta retorcem as rédeas da economia e das finanças globalizadas. A expectativa de se dar um calote nos credores da Grécia, Estados Unidos da América e diversos paises da Europa, revelam apenas mais uma crise. Ninguém acredita em abalo terminal nas estruturas do neoliberalismo.
O racha no Congresso estadunidense, entre democratas e republicanos. Inclusive entre si, não impedirá um final feliz. A bancada mista de extrema-direita concordará com uma trégua pontual na guerra contra o Barack Obama. O único objetivo da turminha preconceituosa, até agora, é inviabilizar o programas sociais em curso. O presidente ianque resiste bravamente, com o risco de encerrar precocemente a própria carreira política. Adeus reeleição!
Seja lá o que for, o “fogo amigo” atingirá em cheio as nações em desenvolvimento, dentre as quais o Brasil. A classe política situada abaixo da Linha do Equador precisa, pois preparar-se urgentemente para o pior.
Os expertos em quizilas internacionais, enxergam a atual crise, apenas e tão somente, pela ótica dos megaespeculadores, ignorando as angústias empresariais do setor produtivo-industrial. Não bastasse, esses analistas também não se preocupam com a qualidade de vida do povo, principalmente dos mortais que se encontram no estado de eterna pobreza. E os políticos? Bem, os políticos ate agora, ajoelham e dizem amém, desde de que embolsem algum dinheirinho.
O governo Dilma, herdeira lulista , remenda a situação, martelando ora o cravo, ora a ferradura. Dum lado, alimenta a captação de investimentos especulativos , retornando-lhes lucros altíssimos, suportados por impostos astronômicos e um superávit primário desumano, causando o sucateamento dos serviços básicos à população (educação, saúde et cetera). Do outro, reparte a água e o pão, via fotogênicos programas distributivos de renda (bolsa-miséria).
A iniciativa institucional, ao contrário, deveria ocorrer em caráter de emergência. Nunca com fim em si mesma. Trata os excluídos como excluídos. A dignidade do povo brasileiro só será resgata com investimentos sinceros e eficazes no desenvolvimento social, político e econômico.
As eleições municipais de 2012 pode ser um bom começo. Candidatos a prefeito e à vereança carecem compreender o momento político brasileiro, em fase de mudanças e transições positivas. No Congresso Nacional acontecerá, proximamente, um grande debate sobre a reforma política. Quem sabe, vingue o voto distrital e as listas partidárias. Oxalá.
A democracia representativa fracassou. Votamos num candidato e elegemos outro que abominamos. A corrupção grassa solta e impune. O que fazer? Diante da nova realidade, necessariamente surgirão líderes afinados com as súplicas contemporâneas do capital e do trabalho, isto é, de conduzir as mudanças necessárias ao parto do novo século.
Simpatias à parte, despontam os nomes de Marina Silva e Aécio Neves. .
Ao que se sabe, ambos propõem uma mudança de qualidade. O voto passivo transformar-se-á em ativo. Como assim, perguntarão os pacientes leitores desta coluna?
Pois bem, não basta aos candidatos caçarem votos com tapinha nas costas. É preciso haver interação e integração com os eleitores. Por exemplo, a participação efetiva na elaboração do plano de governo e no exercício do mandato, além do livre trânsito nos meandros palacianos. O eleito deixa de ser dono exclusivo do mandato.
O político não pode ser jejuno em política. Há que se preparar convenientemente. Estudar. Aquele que nadar contra o correnteza dos novos tempos, por ignorância, corre o sério risco de perder as eleições por goleada. Enfim, necessário se faz descer do muro e dizer, alto e bom som, os propósitos a que se veio.
Só assim superaremos a crise patrocinada pelo capital especulador da vida em sociedade.

Gilberto Sant´Anna é advogado e ex-prefeito de Atibaia.
Contato: gilbertosant@terra.com.br





