topo
Atibaia/SP - Temp: Min. 13ºC / Max. 22ºC
RSS  Twitter  Facebook 

Grupo JC
Acesse também:
Você está aqui: Home › Colunas › Gilberto Santanna
Aumentar fonte Diminuir fonte Imprimir
0
CompartilharTwitter Facebook Orkut
03/08/2011

A crise dói no lombo do povo

A guasca é grossa. Os principais governantes do planeta  retorcem    as rédeas da economia e  das finanças globalizadas. A  expectativa de se dar   um calote nos  credores da Grécia, Estados Unidos da América e diversos paises da Europa,   revelam  apenas mais uma crise.  Ninguém acredita  em  abalo terminal  nas estruturas   do neoliberalismo.

 

O racha no Congresso  estadunidense,   entre democratas  e republicanos. Inclusive entre si,   não impedirá  um final feliz.  A bancada mista  de extrema-direita  concordará com uma trégua pontual  na guerra contra o    Barack Obama. O único objetivo   da turminha preconceituosa, até agora,  é  inviabilizar  o programas sociais em curso. O presidente ianque resiste bravamente,   com o risco de encerrar  precocemente a própria carreira política.  Adeus reeleição!

 

Seja lá o que for,  o “fogo amigo”    atingirá   em cheio  as nações em desenvolvimento, dentre as quais o Brasil.  A classe política situada  abaixo da Linha do Equador precisa, pois preparar-se  urgentemente para o pior.
 

Os   expertos  em  quizilas  internacionais,   enxergam a   atual crise,  apenas e tão somente,  pela  ótica dos megaespeculadores,  ignorando    as angústias empresariais do setor produtivo-industrial. Não bastasse,  esses analistas  também   não se preocupam com  a   qualidade de vida do povo, principalmente dos mortais  que se  encontram  no estado de eterna  pobreza. E os políticos? Bem, os políticos ate agora, ajoelham e  dizem amém, desde de que embolsem algum dinheirinho.

 

O governo  Dilma,  herdeira   lulista , remenda  a situação, martelando ora o cravo, ora a ferradura. Dum lado, alimenta  a captação de investimentos especulativos , retornando-lhes lucros altíssimos, suportados por   impostos astronômicos   e  um  superávit primário desumano,  causando o sucateamento dos serviços básicos   à população (educação, saúde et cetera).    Do outro,  reparte a  água e o pão, via fotogênicos programas   distributivos  de  renda (bolsa-miséria).  

 

A iniciativa institucional, ao contrário,  deveria ocorrer em   caráter de emergência. Nunca com fim em si mesma. Trata os excluídos como excluídos. A dignidade  do povo brasileiro  só será resgata   com investimentos sinceros e eficazes no   desenvolvimento social, político e econômico.

 

As eleições municipais de 2012 pode ser um bom começo. Candidatos a prefeito e à vereança   carecem   compreender  o momento político brasileiro, em fase de mudanças e transições positivas.  No Congresso Nacional   acontecerá, proximamente, um grande debate sobre a reforma política. Quem sabe, vingue   o voto distrital e  as listas partidárias. Oxalá. 

 

A democracia representativa  fracassou.  Votamos num candidato e elegemos outro que abominamos.  A corrupção grassa solta e impune.  O que fazer?  Diante da nova realidade, necessariamente  surgirão líderes  afinados com as  súplicas contemporâneas  do capital e do trabalho, isto é, de  conduzir as mudanças necessárias ao  parto do novo século.

 

Simpatias à parte,  despontam os nomes de Marina Silva  e Aécio Neves. .  
Ao que se sabe,  ambos propõem   uma mudança de qualidade. O voto passivo  transformar-se-á em ativo.  Como assim, perguntarão os  pacientes leitores desta coluna?

 

Pois bem, não basta  aos candidatos  caçarem  votos com  tapinha nas costas.  É preciso haver interação e integração com os eleitores. Por exemplo, a participação   efetiva na elaboração  do plano de governo e  no exercício do mandato, além do livre trânsito nos meandros palacianos. O eleito deixa de ser dono exclusivo do mandato.

 

O político não pode ser jejuno em política. Há que se preparar convenientemente. Estudar.  Aquele que    nadar contra o correnteza    dos  novos tempos, por ignorância,  corre o  sério risco de perder as eleições por  goleada. Enfim, necessário se faz descer do muro e dizer,  alto e bom som,  os propósitos  a que se veio.

 

Só assim superaremos a crise patrocinada pelo  capital  especulador  da vida em sociedade.

Gilberto Santanna
gilbertosant@terra.com.br

Gilberto Sant´Anna é advogado e ex-prefeito de Atibaia.

Contato: gilbertosant@terra.com.br


Publicidade
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Seja o primeiro a comentar!
Rodapé