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07/11/2018

Um nova ordem paira sobre o sculo vinte e um

 


Digo e repito. A guerra nos quatro cantos do planeta já pode ser observada pelo mais distraído dos mortais, apesar da má vontade da grande mídia em divulgar. O cassetete dói na cacunda das reivindicações populares. Bombas de efeito moral e balas de borracha zumbem e explodem a torto e a direito, por trajetos difusos, ferindo olhos, braços e pernas das classes laboriosas. 

A violência é orquestrada. O simpático sorriso dos mandatários escondem a barbárie anunciada para o século atual. A crise pode ser definida por uma única palavra: AUSTERIDADE (ARROCHO). Trata-se da solução posta pelos países impressos em Euro e Dólar, para combater o atual espectro econômico que ronda a Terra. 

Assenta-se no corte cirúrgico dos investimentos ditos sociais. Ângela Merkel , primeira- ministra da Alemanha e o presidente ianque Donald Trump, lideram a implantação lenta e gradual da nova ordem, em nome dos interesses das classes hegemônicas.

A redução drástica de despesas em serviços públicos permite ao Estado Mínimo atender financeiramente empresas e Bancos, em detrimentos dos salários e dos benefícios conquistados pelos trabalhadores através da luta por reivindicações justas e necessárias. Os financistas sempre se esquecem que noventa por cento a arrecadação pública brota do bolso do povo. O retorno em serviços públicos (educação, saúde etc. ) se impõe. 

Não carece de inteligência doutorada para se perceber que a desgraceira da vida europeia e norte-americana jamais se resolveu. Ao contrário, agravou-se. Contabiliza-se uma crise social sem precedentes. Alguns países foram explorados além dos limites suportáveis e quebraram. 

A liberdade sem porteira concedida aos mercados livres provocou desmandos sem conta, a ponto das indústrias, do agronegócio, dos incorporadores imobiliários e especuladores em geral, gerarem uma crise climática responsável pela destruição do planeta. O crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) consome sumariamente as riquezas naturais da Terra.

 Aqueles que denunciam o crime de lesa humanidade são logo tratados pela mídia como radicais e chatos. Quem se opõe à perversidade corre o risco de ser achincalhado e punido exemplarmente. Por isso, se investe cada vez mais em segurança pública, treinada para a violência e práticas repressivas diante da indignação da maioria do povo.

O mundo hoje encontra-se pois dividido. Há governos que apoiam a política de austeridade intransigente. Outros defendem a antiausteridade (bem-estar social) e destes o povo agradece a folga no lombo.

. Diz-se que os países hegemônicos, através de políticas financeiras marotas, sugam de canudinho vampiro toda a renda e a riqueza do planeta e colocam a grana nas mãos de uma pequena minoria afunilada. 

Diz-se mais, que os exércitos tecnologicamente imbatíveis garantem os privilégios, impondo pesadas baixas àqueles que ousam se opor. Corrompe-se. Os políticos envolvidos nos negócios ficam com o troco. Agradecem. Lambem as botas.

Existe alguma possibilidade de reação contra a política de austeridade? O enfrentamento no campo de batalha não permite à resistência os louros da vitória. A luta acontece, por enquanto, nas disputas eleitorais, apesar do bombardeiro das redes de televisão, revistas e jornais contra os partidos dos opositores. 

A vitória da antiausteridade vão aos poucos acontecendo em países diversos. Islândia, Portugal, Espanha, México e a resistência na Turquia, Afeganistão, Índia etc. A América Latina colhe revezes. Hoje os governos nacionais abraçam o neoliberalismo e os dogmas da austeridade. Privatizam o futuro dos nossos filhos e neto.

E, um quadro de intolerância se instalou na pátria verde-amarela. Os preconceitos latentes emergem com insistência. As mortes violentas da mira da segurança pública batem recordes. O Brasil caminha para ostentar a maior população carcerária do planeta e abrigar a polícia que mais mata no mundo. Enfim, um retrocesso.

Enfim, o presidente Bolsonaro, recém-eleito, através de seu principal assessor economista Paulo Guedes, tem se manifestado em direção ao discurso do presidente Temer, cuja proposta governamental se intitula “ Uma ponte para o futuro”, de inspiração tipicamente neoliberal. 

Ambos enterram os pressupostos sociais-democratas que orientaram o Estado do Bem-Estar Social durante o século vinte. Talvez nem tenham tanta culpa. A imposição neoliberal é irresistível. Quem não se dispuser a obedecer será irremediavelmente banido do poder. 

No passo do mundo, tudo gira em torno do capital financeiro e do aumento do superávit primário que garante o pagamento dos juros da dívida pública impagável. Cada vez menos pessoas, como dito acima, detém a renda e da riqueza do mundo. A indústria, o comércio e o empreendedorismo se penduram nos juros bancários. Classe média desaparece. 

O povo chora e chorará o desemprego, salários rasteiros e a previdência que só chega depois da morte. Essa realidade se tornará cristalina já em 2019, pondo fim à esperança de um terço dos brasileiros. A História se repete. A população acredita. O desânimo chega logo.

 

Eis a encruzilhada, sem galinha preta, nem vela, que no deparamos. De uma lado a barbárie, do outro a velha e sempre nova trilha das profundas transformações da vida em sociedade, na direção dos interesses maiores das populações empobrecidas, alijadas do processo econômico. Quem vencerá a disputa: a vida ou a morte? 

Gilberto Santanna
gilbertosant@terra.com.br

Gilberto Sant´Anna é advogado e ex-prefeito de Atibaia.

Contato: gilbertosant@terra.com.br


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