
Um começo
Fim do Mundo
HOPE
Alegria
NATAL!
ENCHENTES E DESABAMENTOS: CULPA DE DEUS?
VELÓRIOS
VADA A BORDO, C....!
GOZAR A VIDA OU SEGUIR OS MANDAMENTOS?
Domingo de Ramos
Via, em dias passados, noticiário na TV italiana. Nas notícias do esporte se falava da continuidade do técnico Giovanni Trappatoni à frente da seleção da Irlanda. Que ele guiou para a classificação à próxima Copa do Mundo. Trappatoni, para quem não sabe ou não se recorda, foi um dos melhores marcadores do Rei Pelé nas disputas Santos e Milan e nas partidas das seleções brasileira e italiana.
Para anunciar o fato, nas ruas de Dublin, havia grandes “outdoors” com a foto do treinador e, grafada em grandes letras, a palavra “Hope”, que significa esperança. Essa mesma palavra estava na boca, no coração e pensamento de corintianos, palmeirenses, vascaínos, flamenguistas, são-paulinos e demais torcedores e “secadores” neste último domingo.
A decisão do campeonato nacional, a busca de uma vaga na Taça Libertadores e o desejo de superação marcavam sonhos e conversas. Também no campo da fé dos cristãos surge a palavra Esperança. Ela é a virtude por excelência destes tempos de preparação ao Natal de Jesus Cristo.
Coloco a seguir um pequeno trecho do livro do profeta Isaias que dá o tom esperançoso de um mundo diferente: “Um ramo sairá do tronco de Jessé, um rebento brotará das suas raízes. Sobre ele repousará o espírito de Javé, espírito de sabedoria e inteligência, espírito de conselho e fortaleza, espírito de conhecimento e de temor de Javé: no temor de Javé estará a sua inspiração. Ele não julgará segundo a aparência. Ele não dará a sentença apenas por ouvir dizer. Antes, julgará os fracos com justiça, com equidade pronunciará uma sentença em favor dos pobres da terra. Ele ferirá a terra com o bastão de sua boca e com o sopro dos seus lábios matará o ímpio.
A justiça será o cinto dos seus lombos e a fidelidade o cinto dos seus rins. Então o lobo morará com o cordeiro, e o leopardo se deitará com o cabrito. O bezerro, o leãozinho e o gordo novilho andarão juntos e um menino pequeno os guiará. A vaca e o urso pastarão juntos, juntas se deitarão as suas crias. O leão se alimentará de forragem como o boi. A criança de peito poderá brincar junto à cova da áspide, a criança pequena porá a mão na cova da víbora.
Ninguém fará o mal nem destruição nenhuma em todo o meu santo monte, porque a terra ficará cheia do conhecimento de Javé, como as águas enchem o mar. Naquele dia, o Senhor tornará a estender a sua mão para resgatar o resto de seu povo...! (11,1-9.11).
A esperança de ver sonhos, grandes ou pequenos, realizados move a nossa vida. Às vezes nos contentamos com pouco. Às vezes queremos muito. Pouco ou muito, porém, não saciam a nossa sede de ver realizados todos os nossos desejos. Sempre queremos mais. Porque a ânsia de realização aponta para mais alto!
Mistério de um viver que não se contenta com o que se alcança. Há sempre necessidade de mais. Esse mais, muitas vezes, fica reduzido ao que se consegue comprar ou conquistar. Nem sempre com as melhores manobras. Muitas vezes com estreiteza de coração. Muitas vezes com o apequenamento do olhar para o horizonte, causado pela miopia de quem não consegue ir além da ponta do próprio nariz.
A esperança é a mola que deve fazer a cada um de nós caminhar sempre mais para o alto. Para a grandeza de quem foi chamado a ser imagem e semelhança do Criador (Gênesis 1,26). Isso não significa a glorificação do orgulho. Significa corresponder ao chamado divino que nos foi feito. Significa buscar aquela plenitude que satisfaz plenamente e leva a irmanar toda a realidade para a manifestação do Amor que é a definitiva meta humana.
Esperanças esportivas são amostra das ânsias escondidas e infinitamente maiores que se guarda bem lá no fundo do nosso íntimo. Podem ser um bom jeito de chamar nossa atenção para realidades duradouras. Campeonatos passam. Campeões de hoje serão perdedores algum dia. Os que aplaudimos hoje, vaiaremos amanhã!
Não passa a esperança de um mundo novo como proclama Isaías. Aos nossos olhos isso não parece possível. Será realidade quando, unidos à “raiz de Jessé”, fizermos de suas palavras e exemplo luz para nossos passos!

Em janeiro de 1982 foi designado para a Catedral de Bragança onde permaneceu por 26 anos. Em fevereiro de 2008 iniciou sua caminhada junto à comunidade de São João Batista, em Atibaia.





