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10/01/2018

Não se deixem roubar nem a alegria nem a esperança!

Com toda probabilidade esta frase já é conhecida de todos. Foi fala do Papa Francisco quando da sua visita à Colômbia no ano que passou. O caminho de pacificação do país ainda passava e passa pela estrada difícil da reconciliação. Os anos de embates entre as FARC e governo, o envolver de pessoas inocentes nas disputas, as mortes e sofrimentos provocados criaram os entraves para o sonho de horizontes de Paz! Creio que o Papa Francisco se reportou, como inspirador, ao profeta Isaias. A introdução a Isaías, que se encontra na Bíblia de Jerusalém, nos dá indicações para entender melhor o profeta. Este iniciou sua missão por volta do século VIII antes de Cristo. Quando prenunciava a destruição e ruina sobre o reino do Norte (Samaria e Galileia) em virtude da invasão dos assírios. O fato aconteceu porque Acaz, rei de Judá (reino do Sul), fraco e medroso, temendo ações contrárias das tribos do Norte fez aliança com o poder assírio. Isaías se preocupava com a corrupção moral que a prosperidade tinha provocado no reino do Sul e das alianças espúrias feitas com reinos estrangeiros. Não sendo ouvido, retirou-se por um bom tempo da vida pública. Voltou a pregar pelo ano 705 quando Ezequias se revoltou contra a Assíria. A participação nos assuntos do país fez de Isaías um herói nacional. Mas o que sobressai nos seus escritos é a grandeza de sua fé. Marcou sua época e fez escola. Suas palavras foram conservadas e sofreram acréscimos ao longo do tempo. Como todos sabem o livro que traz seu nome é o resultado de um longo processo de composição, impossível se der reconstituído em todas as suas etapas. Podemos dizer que outros profetas, chamados de Segundo e Terceiro Isaías, fizeram a atualização de suas palavras até o ano 538 quando do edito de Ciro, rei da Pérsia, permitindo a volta dos exilados. No meio de todo infortúnio, que caracteriza as ameaças de castigo pela situação do afastamento de Deus, progressivamente, o profeta falará da reconstrução.  Despertando a alegria e a esperança num povo que julgava que não merecia perdão e por isso Deus o tinha abandonado. O profeta afirma a fidelidade de Deus apesar da infidelidade do povo! Neste vasto contexto podemos situar o chamado do Papa Francisco. Vivemos tempos difíceis. Restringindo nosso olhar para o campo da Política e não fechando os olhos à realidade, temos que aprofundar a consciência do dever de cidadãos para buscarmos pessoas e propostas para que a crise que vivemos seja superada. A lide das eleições de outubro exige de cada cidadão o dever de escolher pessoas que possam dar rumos a uma ação política que coloque o país nos trilhos da Justiça, da transparência, da reta intenção de buscar o Bem Comum. É importante não cair na armadilha de arranjarmos um “salvador da pátria”! Por melhores intenções que alguém possa ter, ninguém conseguirá governar sozinho. A escolha de senadores e deputados federais e estaduais comprometidos com a ética, junto aos governadores e presidente da República possibilitará o embate para as soluções que favoreçam a cidadania. O voto consciente e livre será chave para modificar aquilo que hoje estamos vivendo. É oportuno lembrar que nada acontece de-repente. É um longo processo de convencimento e conscientização. Também não depende de decisões divinas ou de milagres a mudança da realidade! A Bíblia já nos deixou claro que Deus nos quer abençoados (Números 6,22-27). E ele nos abençoou! Agora é a nossa vez de colocarmos nossas capacidades para realizar o projeto divino. Sabemos que há um caminho árduo a ser percorrido. Mas tendo a esperança (do verbo esperançar, como ensina o professor Mário Sérgio Cortella) a alegria alicerçará o que cada um e todos deveremos fazer! Por isso, diante dos desafios, não percamos nem a alegria nem esperança!

Monsenhor Giovanni
pegiovan@uol.com.br

Em janeiro de 1982 foi designado para a Catedral de Bragança onde permaneceu por 26 anos. Em fevereiro de 2008 iniciou sua caminhada junto à comunidade de São João Batista, em Atibaia.


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