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11/08/2011

Preguiça não é deficiência

A vaga de estacionamento para deficientes físicos não é nada discreta, no chão é pintado nas cores azul e branco um boneco grande na cadeira de rodas, e na frente do carro ainda tem uma placa igual essa ai do lado, mas não com esses dizeres, o que é uma pena. Pois deveriam adotar aqui no Brasil, mas em português claro rs. Esta escrito em sueco a frase:  “Preguiça não é deficiência”, essa placa está sendo utilizada  na cidade de Markaryd, 200 km ao sul de Gotemburgo, na Suécia. O Prefeito da cidade  resolveu encarar o problema do uso indevido com bom humor, e assim tentar conscientizar as pessoas. Muito boa para os folgados de plantão que não necessitam, mas utilizam apenas por comodismo, cometendo um dos sete pegados capitais a PREGUIÇA [risos].

 

A preguiça não é só um problema no Brasil, como vimos é no mundo inteiro. Pessoas sem deficiência física ou motora utilizam a vaga. Quando abordas dão desculpas do tipo "não vi que era para deficiente", "é rapidinho", "só tem vaga muito longe, se você pode ter essa comodidade também posso" - essa foi a pior, criatividade e cara de pau é que não falta na hora da desculpa.

 

Eu usaria qualquer vaga se simplesmente desse para descer do carro e chegar no local, não é capricho ou preguiça, mas sim necessidade, pois na vaga normal não tenho espaço suficiente para descer, uma pessoa sem deficiência se aperta na maioria das vezes pra sair, já eu não tenho como fazer todo esse contorcionismo, mesmo que quisesse [risos].  Para quem desconhece as vagas destinadas a deficientes físicos são maiores que as comuns – cada uma precisa ter 3,5 metros de largura por 5,5 de comprimento. As medidas permitem que a porta do carro seja completamente aberta para que a pessoa possa conseguir entrar ou sair do carro. Há ainda uma faixa adicional, geralmente demarcada com listras, com largura mínima de 1,2 metro, para a circulação de cadeiras de rodas. Essas vagas estão localizadas próximo da entrada principal, porque o piso é nivelado. Totalmente diferente de uma vaga não exclusiva, percebeu a diferença e a importância?

 

Existe uma lei municipal que exige que estacionamentos coletivos com mais de dez vagas reservem 3%  para deficientes físicos. Em vias publicas a cada 100, duas tem que ser reservadas para deficientes. Geralmente quem não necessita acha essa porcentagem exagerada. Mas provo pra você que não é, pois segundos dados do IBGE existem aproximadamente 10 milhões de pessoas com alguma deficiência no Brasil. Viu, como não é exagero?

 

A preguiça hoje em dia pode custar caro, pois todo carro que estiver sem o cartão DeFis, emitido pelo Departamento de Operação do Sistema Viário (DSV) aos portadores de deficiência física permanente ou temporária, e estacionar em vagas reservadas será considerado fora da lei, e será multado em 53,20 reais e levara 3 pontos na carteira. Segundo o Defis a vaga destinada ao deficiente físico devem ser utilizada apenas por: pessoas com deficiência física ambulatória no(s) membro(s) inferior(es), pessoas com deficiência física ambulatória autônoma, decorrente de incapacidade mental e pessoas com mobilidade reduzida temporária, com alto grau de comprometimento ambulatório.
 

 

Eu já fui multada e obrigada a retirar meu veiculo por estar sem o cartão. Sempre esqueço porque saiu  no carro dos meus pais, irmãos e amigos, sendo assim, as vezes esqueço de pegar o cartão que fica no meu veiculo. Lei e para ser cumprida, eu tenho que ficar levando-o para cima e pra baixo, mas é triste ver que um cartão significa mais que minha presença, ter que provar algo que é evidente. Era bom que uma placa igual essa da Suécia resolve-se, e não fosse necessária uma lei. E pensar também que nada disso seria necessário se TODOS tivessem apenas "bom senso", uma palavra que se colocada em prática mudaria o mundo acredite!

 

A preguiça  é uma atitude  prejudicial a si próprio e ao próximo. Se continuar com ela vai  ser uma pessoa mais ou menos, em tudo. Vai ter um emprego, um casamento, uma vida social mais ou menos. Você quer uma vida mais ou menos? Não né, então espante ela para bem longe. Respeite a si próprio e ao próximo!


 

Simone Lazzarini
simonelazzarinijc@gmail.com

Simone Lazzarini é estudante de jornalismo da FAAT, tem 26 anos e é portadora de necessidades especiais.

 

 


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1 COMENTÁRIO | COMENTE
  • 1
    João Paulo Fehér
    11/08/2011 às 16:28
    é Simone, infelizmente ainda não há fiscalização adequada para essas práticas, a fiscalização só existe para excessos de velocidade e outras coisas que parecem ser mais importantes para as autoridades. não adianta, brasileiro só aprende pagando do bolso. Parabéns pelo espaço.
    Sem resposta
    Bom
    1
     
    Ruim
    0
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