
De volta no ar!
Preguiça não é deficiência
Pintando o sete
Sou Mãe, não sou babá
Agora, eu caso!
Mãe natureza!
A sonhada universidade!
Natal Recheado
União perfeita
E agora?Em certa manhã ensolarada eu estava em um estabelecimento, uma mulher entrou é parecia ter uns 34 anos, negra, muito sofisticada e simpática, pois logo que entrei me deu um sorriso largo e um bom dia acolhedor.
Como não sei seu nome, vou chamá-la de Rose. Ela entrou é começou contar para o proprietário diversos casos de preconceito que sofre quando esta com seu filho. Fiquei atenta para ouvir as historias é ao decorrer de cada uma ia ficando cada vez mais indignada com o que ouvia é querendo não acreditar que aquelas atitudes ainda existiam.
Rose contou casou-se com Eduardo (nome fictício) o qual é loiro dos olhos azuis de família Italiana. A única negra na família do marido, quando engravidou todos brincavam ‘’vai nascer pretinho do cabelo pixaim ‘’, mas o casal não se importava com que cor de pele fosse nascer à criança desde que viesse com saúde. Para supressa de todos e até de Rose o bebê nasceu loirinho dos olhos azuis e chama-se Marcos (nome fictício).
Uma mãe negra com um filho branco. Rose não via problema nenhum nisso até começar sofrer preconceitos de diversos tipos. Sempre que saia com o bebê para passear, algumas pessoas a abordavam para ver o bebê e sempre falavam "nossas que criança linda deve ter puxado os pais. Você é baba dele desde que nasceu?". Rose conta que se sentia péssima, mas nada falava, apenas se virava e ia embora. Outra historia que contou ocorreu recentemente, seu filho hoje tem 6 anos. Marcos saiu correndo no corredor do supermercado derrubando alguns produtos da prateleira, como qualquer criança arteira de sua idade. Rose recolheu os produtos e lhe deu uma bronca. Uma senhora a abordou e perguntou se a mãe da criança havia lhe dada autorização para falar daquela forma. Rose como esta acostumada, já não se cala mais como antigamente então respondeu sem exitar – me permite ate mais que isso, pois sou a mãe dele, virou-se e foi embora.
Com os olhos cheios de lagrimas declarou que não sai sem o documento que comprova que e mãe de marcos e o quanto e doloroso ser tratada e vista como babá ou invés de mãe, apenas por ser negra.
O caso de Rose e apenas um entre milhares que provam que o preconceito infelizmente ainda existe, mas dentro do coração dessa mãe a esperança que um dia todos sejam tratados igualmente e finalmente possa ser vista como MÃE.
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Simone Lazzarini é estudante de jornalismo da FAAT, tem 26 anos e é portadora de necessidades especiais.





