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05/09/2011

Sou Mãe, não sou babá

Em  certa manhã ensolarada eu estava em um estabelecimento,  uma mulher entrou é parecia ter uns 34 anos, negra, muito sofisticada e simpática, pois logo que entrei me deu um sorriso largo e um bom dia acolhedor.
Como não sei seu nome, vou chamá-la de Rose. Ela entrou é começou contar para o proprietário diversos casos de  preconceito que sofre quando esta com seu filho. Fiquei atenta para ouvir as historias é ao decorrer de cada uma ia ficando  cada vez mais indignada com o que ouvia é querendo não acreditar que aquelas atitudes ainda existiam.
Rose contou casou-se com Eduardo (nome fictício) o qual é loiro dos olhos azuis de família Italiana. A única negra na família do marido, quando engravidou todos brincavam ‘’vai nascer pretinho do cabelo pixaim ‘’, mas o casal não se importava com que cor de pele fosse nascer à criança desde que viesse com saúde.  Para supressa de todos e até de Rose o bebê nasceu loirinho dos olhos azuis e chama-se Marcos (nome fictício). 

 

Uma mãe negra com um filho branco. Rose não via problema nenhum nisso até começar sofrer preconceitos de diversos tipos. Sempre que saia com o bebê para passear, algumas pessoas a abordavam para ver o bebê e sempre falavam "nossas que criança linda deve ter puxado os pais. Você é baba dele desde que nasceu?". Rose conta que se sentia péssima, mas nada falava, apenas se virava e ia embora. Outra historia que contou ocorreu recentemente, seu filho hoje tem 6 anos. Marcos saiu correndo no corredor do supermercado derrubando alguns produtos da prateleira, como qualquer criança arteira de sua idade. Rose recolheu os produtos e lhe deu uma bronca. Uma senhora a abordou e perguntou se a mãe da criança havia lhe dada autorização para falar daquela forma.  Rose como esta acostumada, já não se cala mais como antigamente então  respondeu sem exitar – me permite ate mais que isso, pois sou a mãe dele, virou-se e foi embora.

 

Com os olhos cheios de lagrimas declarou que não sai sem o documento que comprova que e mãe de marcos e o quanto e doloroso ser tratada e vista como babá ou invés de mãe, apenas por  ser negra.

 

O caso de Rose e apenas um entre milhares que provam que o preconceito infelizmente ainda existe, mas  dentro do coração dessa mãe a esperança que um dia todos sejam tratados igualmente e finalmente possa ser vista como MÃE.

 

Participe também enviando sua historia para meu email!

Simone Lazzarini
simonelazzarinijc@gmail.com

Simone Lazzarini é estudante de jornalismo da FAAT, tem 26 anos e é portadora de necessidades especiais.

 

 


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3 COMENTÁRIOS | COMENTE
  • 1
    CLAUDIO JR
    13/09/2011 às 13:49
    EXCELENTE MATÉRIA SOBRE PRECONCEITOS...TODOS OS DIAS FICAMOS SABENDO PELA IMPRENSA FATOS RELACIONADOS A QUALQUER FORMA DE PRECONCEITOS. FICO CADA VE MAIS INDIGNADO !!!! CLAUDIO JR - JUNDIAI - SP
    Sem resposta
    Bom
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    Ruim
    0
  • 2
    rose neves
    07/09/2011 às 19:07
    infelizmente esse tipo de problema ainda temos no nosso país e no mundo,pois não e so um bpblema social, mas tambem humano as pessoas desconhecem que a nossa maior raça no mundo são os de pele negra a unica coisa que fara um dia mudar a forma de pensar da humanidade ,e lembrar que somos todos filhos do mesmo pai,por isso somos todos irmãos,resumindo tudo falta DEUS no coração de todos nos...
    Bom
    1
     
    Ruim
    0
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