
Um grupo de mães de alunos, da Escola Felipe Patacho Callegari, participaram da sessão de Câmara, na última segunda-feira, protestando contra o deslocamento de seus filhos para outras unidades educacionais, por falta de espaço físico para o primeiro ano do primeiro ciclo (crianças de seis anos).
Ainda na sessão, Joelma, representando as mães, falou sobre o que estavam vivendo. “Não sabemos mais o que fazer. Procuramos a Secretaria e o Conselho Tutelar e sabemos que há salas vazias na Escola Waldemar”, afirmou. No dia seguinte, terça-feira, em reunião na Secretaria da Educação, com a presença dos vereadores Josué Luiz de Oliveira, o Dedel, e Wanderley Silva de Souza, o Prof. Wanderley, houve uma solução, informando-se que, dos 167 alunos, 105 ficariam na Escola Waldemar Bühler e os demais na Escola Takao Ono.
Na segunda, o vereador Dedel chegou a apresentar requerimento sobre a situação e citou a existência de 300 assinaturas de pais exigindo uma solução. Também propôs reunião com a Secretaria Municipal de Educação. O vereador Prof. Wanderley assinou o documento.
“A transferência de escola, informado por ofício de outubro e dando como prazo o período de 3 a 9 de novembro, criou preocupação entre os pais. Isso mexe com a estrutura das famílias. Pais trabalham fora e estão acostumados com seus filhos nas escolas mais próximas. Não é democrático esse tipo de atitude. É uma imposição. Vamos programar, chamar para conversar, remanejar para uma escola mais próxima”, comentou Dedel.
Os vereadores Wilson de Vasconcelos Veiga (Baixinho Barbeiro), Francisco Almendra (Toninho da Coap) e Emil Ono também assinaram o requerimento, reconhecendo que era injusta a situação.
“Não seria mais fácil construir uma nova escola para esses alunos? Sabemos que 25% do orçamento vão para a educação”, observou o vereador Oswaldo Mendes Sobrinho. “Nos últimos três anos, não foram construídas novas escolas”, disse Dedel.
“É uma briga de todos nesta Casa. Não podemos permitir que essas crianças sejam prejudicadas. De fato, essa situação iria complicar bastante a vida das pessoas. Felizmente, conseguimos encontrar uma solução para o problema”, observou o vereador Prof. Wanderley. “A Secretaria de Educação, por falta de conhecimento do bairro Imperial, informou as famílias que, em nenhuma hipótese, haveria diálogo. A decisão seria soberana. Sou contra esse modelo aplicado pela Secretaria, porque o processo escolar é construído com a comunidade, inclusive o modelo pedagógico. Após explicação técnica com a secretária Iete, o problema foi prontamente contornado e resolvido. A secretária alegou falta de comunicação em sua ausência, já que ela estava em Cuba, representando a cidade. Fico satisfeito que as famílias tiveram seus direitos assegurados”.
“O governo está aberto ao diálogo e, nesses casos, pode até colocar à disposição uma van, quando for o caso. O importante é conversarmos”, confirmou o líder do prefeito na Câmara, Dr. Ubiratan Fernandes de Oliveira.
“Graças à manifestação das mães, levando o problema ao conhecimento da Câmara Municipal, isso foi resolvido. Chegamos ao bom senso. As crianças poderão fazer suas matrículas e continuar perto de suas casas”, concluiu Dedel, analisando o assunto na manhã da última quinta-feira.





