topo
Atibaia/SP - Temp: Min. 13ºC / Max. 22ºC
RSS  Twitter  Facebook 

Grupo JC
Acesse também:
Você está aqui: HomeNotícias › Notícia completa
Aumentar fonte Diminuir fonte Imprimir
0
CompartilharTwitter Facebook Orkut
07/12/2011 às 12:32

Senado aprova em primeiro turno a volta da obrigatoriedade do diploma para jornalistas

Próximos e decisivos passos são o segundo turno e a Câmara dos Deputados

Minha paixão pelo jornalismo existe desde muito cedo. A comunicação sempre me fascinou e sempre foi muito mais do que aquela velha e já conhecida frase “Eu resolvi fazer comunicação porque sempre gostei de conversar e sempre conversei muito nas aulas”. Isso nunca foi e nem será comunicar-se.

 

Fazer jornalismo é quase uma ciência. Ter o poder de informar é tarefa de extrema importância e, mais que isso, é tarefa delicada. Uma informação mal passada, mal pesquisada, pode causar danos irreparáveis.

 

Fazer jornalismo envolve pesquisa, dedicação, envolvimento com a notícia e, acima de tudo, o compromisso com a verdade. Jornalismo tem função social, informar é prestar serviços e dar voz à população.

 

É no jornalismo que milhares de pessoas encontram a única forma de serem ouvidas e é sim tarefa de um jornalista permitir que a sociedade tenha a oportunidade de fazer com que sua voz ecoe “pelos quatro cantos”.

 

Nós, jornalistas, carregamos em nossos ombros uma missão pesada e difícil de ser cumprida em um mundo que anseia pela verdade, mas não tem, muitas vezes, coragem de lutar por ela.

 

E é justamente por entender o peso dessa missão que me envergonha saber que alguns de nossos “líderes” desmotivam, em vez de incentivar nossos jovens a buscarem o conhecimento. Investimos mais no sistema carcerário do que em escolas.

 

Mas me envergonha e entristece ainda mais saber que parte da sociedade é a favor disso. Essa discussão não se refere apenas ao jornalismo em si, é da educação de nosso País que falamos. O jornalismo seria apenas o começo e não deveríamos permitir isso.

 

Entendam, não quero tirar o mérito de nenhum jornalista que não seja diplomado, até porque, sem vocação não há curso superior que salve um profissional, mas o conhecimento é indispensável, e isso é válido para qualquer profissão.

 

Apesar dos pesares, em meio a tanta discussão, uma luz começa a brilhar mais e me anima muito. No último dia 30, foi aprovada em primeiro turno a PEC (Proposta de Emenda à Constituição) 33/2009, que restabelece a exigência do diploma para o exercício do jornalismo. Foram com 65 votos a favor e apenas 7 contra.

 

Os próximos passos são a aprovação em segundo turno e o exame da Câmara dos Deputados, fases importantes para uma vitória suada e que tenho o orgulho de ter feito parte, protestando e lutando pela profissão, pela vida que escolhi, pois um jornalista de verdade não vê o jornalismo como profissão, mas sim como sua filosofia de vida. Jornalista que é jornalista não trabalha como jornalista, mas vive – 24 horas por dia – o jornalismo.

 

Meu nome é Fernanda Vaskevicius Mendes, jornalista profissional, MTb 65.014/SP. Orgulhosa da vida que escolhi e orgulhosa por ter lutado pela educação em meu País. Esperançosa e crente que você também lutará pela vida que escolher e fará o que estiver ao seu alcance para tornar o conhecimento uma prioridade em sua comunidade.

 

 

 

Fernanda Vaskevicius

 

 

 

 

JC Atibaia
Seja o primeiro a comentar!
Veja mais sobre Política [+ notícias]
Publicidade
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
Rodapé