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07/12/2011 às 12:47

Os bastidores da política de Atibaia

Articulador I

A eleição da mesa trouxe à tona um assunto que a oposição precisa de fato passar a limpo para seguir em frente e não ter surpresa em 2012. A eleição da mesa demonstrou claramente que falta no grupo a figura do articulador político, figura que entra em campo na hora certa, nem que seja aos 45 do segundo tempo, mas que consegue definir o jogo. A paulada de segunda-feira demonstrou que chegou a hora de juntar os cacos e refazer os planos.

 

 

Articulador II

Uma demonstração de desarticulação política foi à posição do DEM, que simplesmente demonstrou não ter posição. É a maior bancada da Câmara com três vereadores e ao invés de dar as cartas, apresentou três votos de maneiras diferentes. Wanderley seguiu a posição e votou em Oswaldo Mendes, que não votou em si e optou por Saulo e Dedel também não votou em Oswaldo e tentou fazer média com Saulo quando viu que a vaca já tinha ido para o brejo.

 

 

Articulador III

O resultado foi uma tremenda demonstração de fraqueza. Pelo menos dois votos poderiam ter sido mudados de última hora se houvesse uma interferência de gente pesada da política oposicionista. Mas deixaram como estava para ver como é que ficava e o resultado foi Saulo eleito presidente.

 

 

Da casa

A eleição, politicamente representou muito mais do que uma disputa interna da Câmara. A posição do deputado estadual Beto Tricoli que em nota ao JC classificou a candidatura de Saulo como “do grupo”, deixou claro um cenário já definido que é Dr. Denig prefeito e Saulo vice, com o apoio de Beto e Santiago. O resto do grupo ou se contenta com a composição ou fica liberado para outros compromissos. Foi este o recado mais que direto.

 

 

Retirou

A posição foi tão forte que o vereador Baixinho, único com chances reais de enfrentar Saulo este ano, teve que retirar a candidatura por pressão do governo e se adequar as regras do jogo. Foi assim que Baixinho contrariou até o comando do PP e não quis ir para a disputa na segunda-feira e votou em Oswaldo por questões pessoais com Saulo.

 

 

Não entendeu

Outra posição que ninguém conseguiu entender foi o voto de Dr. Ubiatan em José Paulo, que aplicou uma derrota desconcertante na vereadora Gina. Gente de dentro da Câmara garante que José Paulo fez de conta que estava com a oposição para cumprir determinação partidária, mas já estava mais que acertado com a situação para garantir um espaço na mesa. Prova disso foi o fato do grupo ter acertado que tinha os votos necessários para eleger Saulo e então José Paulo ficou liberado para votar em outro presidente. 

 

 

Lenda urbana I

Lenda urbana conta que existe um acordo extra-oficial entre DEM e o deputado estadual Beto Tricoli há pelo menos 10 anos. A lenda conta que em meados de 2000, Beto esteve na “Morada das Pedras” em Bragança Paulista e teria sido encaminhado um acordo de que um grupo não entraria na cidade do outro e em troca haveria uma colaboração mútua.

 

Lenda urbana II

Verdade ou não, deste então, o antigo PFL passou a dar contribuições importantes para o grupo político de Beto. Em 2000, ao invés de permanecer no governo que ocupou e apoiar a reeleição de Maturana, o partido seguiu com Beto Tricoli que ganhou a eleição.

 

 

Lenda urbana III

Já em 2004, quando Beto estava mal nas pesquisas e uma candidatura única da oposição levaria a prefeitura, o PFL lançou Pedro Tominaga e criou um racha na oposição que teve três candidatos (Tominaga, Bedore e Callegari). Foi uma ajuda e tanto e Beto praticamente massacrou os adversários. Passaram-se quatro anos e em 2008 foi a vez do partido lançar Tiãozinho e criar toda resistência possível para uma composição de Sérgio com o ex-deputado, que seria praticamente imbatível. Na reta final, Tiãozinho tirava mais votos de Sérgio do que de Denig e sua candidatura virou fator decisivo para a permanência do PV no governo.

 


Lenda urbana IV

Depois de tantas lendas, um outro mistério. Beto foi candidato a deputado estadual e resolveu investir pouco em Bragança Paulista e tirou poucos votos, em um reduto onde poderia ter tirado muito mais proveito. Agora o DEM tem a chance de acabar com esta lenda urbana, mas para isso, precisa cuidar dos ânimos. A situação está torcendo para que o partido resolva lançar candidatura própria e nomes para isso à sigla têm e de sobra. Uma candidatura do gênero prejudicaria muito o projeto da oposição e fortaleceria a situação. O resultado será visto em 2012!       

 

 

 

Edição de 03.12.2011         

JC Atibaia
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